sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tonal.

Hand in hand we cried and laughed
Knowing that love belonged to us girl, if only for a moment

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tampo de violão.

E sem beira, caíram os cereais, as pedras, as pessoas, os atores, os pastores, os amores.
Junto ao peito, fez com que tudo por terra caísse.

Por não ter limites, atingiu a todos, tingiu a todos, tangente a tolos.


Mad Eira made Ira.

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Passe, tempo.

Sem meias palavras, ou dois significados.


Passe tempo, rápido. Não hesite em levar-me, dessa vez.
Gire mundo, duas vezes, como se fosse uma.

Confuso passatempo, rápido. Hesito em levar-te, dessa vez.
Gire mundo, uma vez, como se fossem um.

Passe tempo, dessa vez. Não hesite em girar o mundo, rápido.

Como se fosse uma, passe.
Como se fossem um... tempo.

domingo, 21 de junho de 2009

Passatempo. [2]

E por hoje, amar-te me basta.

Sinto que abrir-te a boca agora seria permitir que ambas entrassem em meus ouvidos como uma, e sinto que teus lábios permanecem cerrados, e teus dedos estáticos, por saberem que proferí-las seria transformar o desconhecido íntimo em íntimo desconhecido.

Passatempo.

As horas passavam rapidamente. Parece que quando fazemos algo bom, o tempo passa tão rápido, como que para nos privar de aproveitar ao máximo aquilo que nos traz prazer. E assim ele se encontrava, no auge do prazer. O suor, os lábios, o toque, as fragrâncias, desconhecidos íntimos de seus lábios e mãos. As horas passavam rapidamente, avisando que seu tempo estava acabando, e assim cortava a câmera para a próxima cena. Na porta de saída, mãos lavadas, corpo limpo, roupas vestidas.

Os passos passavam mais que rapidamente, e desejou que por um minuto, um minuto durasse mais. Girou a chave e a maçaneta como se fossem uma só, por mais que agora fossem duas. Havia chegado a tempo.

Sentou-se à mesa, e pôs-se a ler uma revista. A maçaneta por fim girou como uma e, como uma, entraram as duas. A mentira havia sido descoberta, disseram. Quebraram-se copos e corações, e agora haviam apenas o homem, a chave, e a maçaneta. Sozinho, ele olha pela janela, confuso e feliz, por em verdade nunca ter mentido, ao menos não para si próprio.

domingo, 31 de maio de 2009

Red scarf.

Uma confusão de amarelo, azul, cinza, branco, cor de pele, rubra.

O calor que se esconde na derme que me cobre, sintética. E a ponta de meu nariz que me diz que lá fora, ao menos lá, há espaço para o frio.

Um olhar, um afago, um passeio. Nenhum destino, atalho, ou fim, apenas meios e o vento que sopra de dentro, quente.

Provocação. Um sorriso.

Uma enchurrada de sons, frases, beleza e dor, risadas e lágrimas.

Um olhar. Um beijo.

As luzes da cidade. O barulho dos carros.

O silêncio.


É hora de dormir, e sonhar. Ou deveria eu dizer, "de acordar novamente"?

domingo, 24 de maio de 2009

The Last Goodbye

Certas palavras morrem conosco, outras esperam que a morte venha, para se pronunciar.

Não é hora, até que não existam mais horas, dores ou voz, só então estas palavras serão vivas, para aqueles que não foram.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pat.

I was trying to find Something To Remind You, thinking about All The Things You Are...

Had the Roots Of Coincidence lead me to you? If I Could just understand...

You know that was The Longest Summer I ever lived, and that The Search for answers created a way Into The Light...

Now all I wanted is for you to Follow Me, See The World... or just come with me, Always And Forever in memory...

Someday I'll have to go, but I'll be there, Every Summer Night... watching the stars, and singing that song...

In a Message To A Friend, the following words...

"Are You Going With Me?"





I'm taking the Last Train Home.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Haja tempo.

É tempo de trocar as conversas pelos pensamentos, os olhares pelas lembranças, o sorriso pela seriedade, a vontade pela necessidade, a música pelo silêncio.

É tempo de refletir e de crescer, brindar à saudade. É tempo de esquecer.

Esquecer que é tempo de ausência, e ver nesta o tempo que ainda não veio, que espera que não se perca o passo neste tempo torto, que se ande reto sobre descompassos, intervalos grandes para pernas pequenas, cada vez mais desejando parar.

Parar não é opção, infelizmente.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Todo dia.

Afinal, somos todos criadores...

Olho para a folha de papel em minhas mãos, vazia. Tento em vão escrever meia duzia de letras organizadas, mas após horas fitando aquelas linhas azul-claras sem preenchimento, acabo por desistir.

"É, talvez eu não consiga mais criar"

Dois segundos. É o tempo que demoro para esbofetear-me mentalmente por tais palavras.
Crio todo dia. Criamos todo dia. Segurando o papel vazio percebo que este por si só é uma criação minha. Olho-me no espelho e percebo que sou minha própria criação. As cores, os sons, os gostos, texturas, cheiros... criei tudo isso, meu mundo.

Paro e penso. Se criei tudo isso, por que não teria criado a vocês? A eles, a ti, a nós. Em meu mundo, são vocês aquilo que eu criei, aquele amontoado de partículas perdidas no universo, que em minha cabeça organizei de forma a percebê-los como um ou outro ser, cada qual com sua importância neste meu mundo que mesmo sendo uma visão egoísta, está em harmonia com o mundo que vocês criaram.

Harmonia, é isso. Pego o violão e vejo as cores, ouço os sons, sinto os gostos, texturas, cheiros que criei. Entendo agora que na verdade, aquilo que meus dedos e cordas vocais expressam não são criações minhas neste mundo, e sim reflexões do mundo que criei.

Levanto-me, vou à janela e a luz me abraça. É isso, a prova de que precisava! Não há luminosidade alguma dentro de minha cabeça, ainda assim, meu cérebro criou do escuro esse mundo brilhante e cheio de vida.

Sento-me por fim em minha cama, olho para meus livros, e de longe avisto um no qual vi a frase que carrego comigo todo santo dia, e que me fez começar a procurar entender esse mundo que fiz.

"No fundo, todos nós inventamos o ser que amamos, e é uma questão de sorte esse ser que julgamos ter inventado existir de verdade e nos amar também, e nos ter inventado, como, de fato, eu continuo inventando você todo santo dia, para que não se apague, para que não se precipite no abismo do nada, onde as vozes não têm som."

E assim dormi tranquilo, sabendo que amanhã poderia acordar para o mundo que eu criei, e que sim, talvez o mundo possa ser como eu quero que seja, basta que nossos mundos, notas separadas, criem afinal aquela bela harmonia, e preencham a folha de papel vazia em minhas mãos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Escadarias [2]

E construí cada degrau com cuidado e afinco, poli todas as superfícies e as lustrei, com o cuidado de um artesão. Ah! que trabalho prazeroso! Desenhar pouco a pouco aquela escadaria que me levaria ao que me é essencial.

Nenhuma falha, ou acúmulo de tensões, apenas brilho, beleza... A escada estava pronta, bastava subir.

Passo a passo, lentamente meus pés subiram aquela bela estrutura, passo a passo me levando a patamares mais altos, passo a passo abrindo um sorriso em meu rosto, inesquecível.

Leva-me às alturas, me faz olhar para baixo e nada ver. Consigo apenas olhar para cima, e para os muitos degraus que me chamam.

Qual não é minha surpresa, quando num passo em falso escorrego, e sinto aquela escadaria tremer... tremo junto.

Degrau por degrau, vejo o começo da escada ruir, e corro desesperadamente para o fim, sem perceber que meus pés, cheios de lama, sujam agora toda a escadaria com tanto esforço construída, com tanto esmero polida, e com tanto amor lustrada.


Corro pois não posso cair. Caio pois não sei correr.

Basta agora parar e olhar de frente cada degrau desmoronar, esperando que talvez o pouco que sobre me permita ainda escalar, dolorosa e cegamente, traçando novamente aquele tortuoso porém belo caminho.



Boa, engenheiro!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Clones, cópias, sósias e outras aberrações.

E acordo todo dia tarde, apenas para me olhar no espelho e ver que nada mudou. Os medos são os mesmos, a face cheia de imperfeições, o corpo frágil, a mente frágil, a solidão inerente a meu ser.

Tento me confortar com a imagem no espelho, troco palavras em vão, sabendo que não haverá resposta nem para minha mais simples pergunta.

"Eu não entendo." penso, desesperado. Meus olhos fixam os do outro como quem busca na profundeza da alma a esperança.

Ele não responde, desvia o olhar. A princípio penso tratar-se de má vontade... mas percebo rapidamente a verdade.

Ele tampouco sabe. A resposta não está em mim, e ele sou eu, eu e ele somos nós. E a resposta está exatamente nessa palavra... "nós".

Encosto a palma da mão aberta na fina camada de material amorfo que me separa de mim mesmo. Sinto-me uno então, à medida que sinto o calor de sua mão transferindo-se à minha, o calor de sua alma.

E sinto-me pronto. Ou deveria dizer "sentimo-nos"? Seja como for, estamos prontos, para acordar amanhã e não precisar de espelhos para ver que tudo mudou, e para poder mostrar ao mundo de hoje que aquele que conheceram é mais, muito mais, do que apenas mais um.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cinza.

A sala vazia, o copo vazio, mente vazia.

Perder tanto em tão pouco tempo é algo dificil de se explicar... é dificil explicar o que se sente quando chegar em casa e sair de casa, dormir e acordar, noite e dia se tornam a mesma coisa...

É dificil explicar algo que não se pode sentir... pois na verdade é justamente isso, ausência de sentimento. Na ausência de sentimento... tudo vira cinza, as cores se vão, e junto com elas, as diferenças. São as cores que criam as diferenças.

Num mundo onde tudo é cinza... não há vida e morte, dor e prazer, música e silêncio... tudo é indiferença.

Na indiferença me perco, não me importa mais se meu dia terá uma hora de prazer que será lembrada para sempre, ou 24h de sofrimento que se perderão na alvorada, só é preciso que se caminhe, sem esperar por nada, ou ninguem.

Não há mais Verde, Azul ou Cor de Mel.

Restam apenas cinzas.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Verde, azul, cor de mel.

E ele caminhava pelas ruas vazias daquela enorme cidade cardíaca. Tanto sangue ali derramado o assustava, mal sabia ele quantas batalhas haviam sido travadas.

O suor lhe escorria a face, quente, ignorando o cortar gélido do incessante vento que assombrava aquela aconchegante cidadezinha. Havia, porém, uma casa dentre todas, uma bela mansão, por onde o vento não ousava passar, desviando seu curso de forma abrupta. A passos curiosos moveu-se, buscando descobrir afinal o que poupava aquele imóvel, dentre todos os daquele vilarejo, de sofrer nas mãos do frio.

Seus pés manchados de sangue estranhamente não sujavam o chão em lugares onde ja não houvesse outrora o rubro líquido, e mesmo um tanto confuso, caminhou decididademente por aquele beco estreito.

Chegara à porta da mansão.

Hesitou por alguns instantes. Olhou para trás, e pôde ver apenas as paredes de um cubículo, no qual se encontrava. Paredes, teto, chão, todos pulsavam, e fechavam-se aos poucos, forçando-o a abrir aquela única porta a sua frente.

Girou lentamente a maçaneta e, olhos fechados, atravessou aquele portal. Sentiu um calor inexplicável, aconchegante calor. Uma voz o chamava. Abriu os olhos.

Verde.

Azul.

Cor de mel.


E desapareceu, então, naquele infinito de sensações.

domingo, 31 de agosto de 2008

E pararia, por tudo.

E a passos lentos me movo, porque se faz necessário apreciar a paisagem... e a passos lentos me movo, porque se faz necessário que não chegue agora aonde desejo.

Sento-me naquele banco e passo horas a olhar o mar, este que não mais cessa seus encantos. Olho para o lado e vejo o banco vazio, sinal de que a ausência é verdadeira, visto que não mais sinto o calor daquele corpo em meus braços, ou o perfume roubado em meio a risadas.

Levanto daquele banco e percebo-me não mais à beira-mar, mas agora naquele gramado de outrora. Por ironia este gramado me lembra certo terreno na cidade natal de minha mãe, onde sentei por vezes a pensar aqueles meus pequenos pensamentos de criança despreocupada, nunca imaginando como a vida mudaria em tão pouco tempo...

E caminho... passos lentos... lembranças no bolso e mão aberta, mente aberta...

Cada passo se torna menor que o anterior, e percebo por minhas pegadas então como ainda sou pequeno... fico feliz...

Percebo que é necessário que se caminhe devagar... apreciando a paisagem, aprendendo, vivendo cada momento sem correr, sem querer crescer...

Cada momento é único. Alguns não voltam mais e outros não devem voltar, não até que a última folha do outono caia , e o inverno traga o frio. Seremos grandes então, mas o frio nos fará tremer, como faz hoje o medo, e sentaremos juntos abraçados e envoltos em nossos cobertores de experiências a assistir o maior e mais intenso filme de todos, o filme da vida.

E pararia, por tudo.



Voltei a escrever textos.

Agradeço pela inspiração para este texto, e por muito mais, mas isso são outras palavras...

sábado, 16 de agosto de 2008

Não?

E se essa solidão te acompanhasse... pelo resto da vida?


Acordei e lavei o rosto, vesti meu jeans preto e calcei meu all star branco. Dirigi-me à janela, com medo de deixar aquele quarto. Podia ouvir tua respiração vindo da cama aonde dormias, seminua, esperando que por ventura meus beijos e carinhos te acordassem para mais uma cena de amor, tal quais as que pintava eu em sonhos eternos de sonos etéreos.

Não que não me fosse prazeroso suprir tal demanda de profundo ardor, entretanto não senti em tua pele uma vontade de entregar-te a meus cuidados, por mais que o ar que saisse de tua boca me dissesse o oposto.

Tomei um copo d'água, e sentei-me ao pé da cama. Estavas ao meu lado agora, meu amor. Todas as noites as quais minha memória alcançava, todas as cores de roupas, as meias, as toucas, tudo voltava à minha mente, em um turbilhão de imagens, sons e sentimentos que me atordoou por alguns minutos.

Precisava trabalhar, seria hoje a gravação daquele novo single, o qual havia composto em uma tarde de ressaca, depois daquela festa de comemoração do lançamento de meu novo CD, festa na qual pedi tua mão em casamento, e na qual pela primeira vez te vi chorar.

E o medo me consumiu, novamente. Ela me esperava lá fora... todo dia estava ela à minha espera, porque suprisse eu suas demandas, as quais tua pele me negava. Era assim que passava minhas tardes, junto a ela.

Despia-me e buscava tudo o que de mais íntimo tivesse para tocar com seus dedos longos e gelados, abraçava-me e beijava-me na frente de todos, os quais fingiam não perceber o que acontecia ao seu redor.

E roubava meu coração todos os dias, porque te sentisse eu distante, deitada em tua cama, seminua, respirando lentamente o ar que nas horas seguintes compartilharíamos abraçados após mais uma noite perdidos em um mar de cobertores e travesseiros, tantos que mal se distinguiria o fim da cama do começo da cozinha.

Abraças-me pelas costas, encontro-me ainda sentado aos pés da cama. Beijas-me a nuca e desejas-me uma boa gravação. Beijo teus lábios e me levanto lentamente. Com a mão direita seguro meu instrumento, finalmente o MEU instrumento. Abro a porta e lá está ela. Olho para trás e te vejo sentada na cama, lendo uma reportagem sobre a intensa ocorrência de melanomas em povos da áfrica. Uma lágrima escorre em meu rosto.

E ela me abraça e me puxa, fazendo desaparecer a visão de ti que tanto me aquece por dentro. Me dá bom dia e diz que me ama, e que nunca me abandonará.

Pelo resto de minha vida.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Engraçado...

É engraçado encontrar em outras palavras a resposta de perguntas que nunca me fiz, porém o mais engraçado é achar nas minhas palavras as respostas às respostas daqueles que nunca me fizeram perguntas.

E foi assim, lendo pensamentos de outros que parafrasearam outros, que encontrei hoje a pergunta a uma resposta que nunca pensei botar em palavras, até pelo fato de não ser uma resposta concreta, e sim mais uma pergunta, de palavras que não sei se são minhas, ou de outros, ou sentimentos que não podem ser expressos em palavras, muito menos respondidos por outros, que nem ao menos se perguntaram assim como o fiz.

Como não pretendo chegar a conclusão alguma, exprimir-me-ei por meio destas minhas palavras de ninguém, resposta a todos os que se perguntam, e reflexão a todos que não se perguntam.

Amor é sim um egoísmo, e é sim regido por interesses particulares.

Posso parecer rude falando desta maneira do amor, mas é assim que o vejo. Desculpem-me os mais tradicionais, mas sou sim egoísta, e meu amor é regido por interesses puramente particulares.

Continuarei sempre assim, não importa o quanto me julguem, o quanto me digam que não é assim que deve ser.

Amo por interesses particulares, porque todos os seus sejam realizados, busco ser interessante, porque encontres nesta particularidade a felicidade. Vivo por ti e não abro mão disso, e não me venham dizer que deve-se pensar no coletivo, ou em mim mesmo, não ligo para outros.


Egoísmo puro.

Aprender a viver

Sinto que não importa aonde vá, não chego a lugar algum. No fundo não importa mesmo aonde eu vá, não sei aonde quero chegar, afinal.

Não sei se quero chegar a algum lugar, talvez para mim a graça da vida esteja realmente em vagar, percorrer os caminhos, observar as paisagens, ouvir os sons que me envolvem e simplesmente viver, amar, ser.

Nunca entendi o trabalho, a escola, muito menos o ato de estudar. Sou a favor de uma escola sem estudo, não pensem mal de mim, não é uma questão de preguiça, ou de irresponsabilidade, apenas não acredito que o estudo como existe seja a melhor forma de aprender, de entender.
Horas a fio debruçado sobre livros infindáveis, fórmulas mirabolantes, datas, cálculos... aonde me levaram estas horas? Desculpem a sinceridade, mas a NADA produtivo. Faço questão de esquecer.

Penso que não deveriam existir aulas de física, aulas de química, aulas de história, e tantas subdivisões com as quais convivemos grande parte da vida, sem nem ao menos saber seu motivo.
Ao invés de uma hora aula de matemática, cheia de fórmulas e conceitos, por que não uma aula de "apreciação da matemática", aonde aprenderíamos não a matemática, a qual não se prova de grande valia no dia a dia da maioria das pessoas, mas observaríamos o desenvolvimento do pensamento matemático e sua evolução pela história, o desenvolvimento do raciocínio lógico, este sim de grande valia no viver?

Horas a fio jogado na cama, pensando, amando, ouvindo música, apenas analisando as coisas ao meu redor, sem preocupação alguma... essas sim, essas não consigo esquecer, pois foram as horas que formaram a pessoa que sou, e a cabeça que tenho. Talvez seja minha mente um tanto deturpada da realidade aonde estou inserido, ou talvez seja a realidade em que estou inserido um viver torpe, uma escola da vida, aonde a única coisa que se aprende, é como "não viver".



Sinto-me perdido, sem rumo. Sinto-me vazio, de saco cheio.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Meia noite

Sonhei contigo...
Em sonho, eras minha,
minha e de mais ninguém.
Tua pele era a nossa e meus olhos teus fiéis seguidores,
percorrendo teus fios de cabelo e teus pés
E ao revés escapavas-me à vista,
porque por sorte me mantivesses perdido em teus suaves beijos,
ao passo que Morfeu abraçava-nos lentamente,
acordados agora para um novo dia,
no qual poderia eu novamente inventar-te minha,
e somente minha.